Devocional em 2 Reis 21

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Paz igreja, bom dia

Devocional 2 Reis 21 – 15/01/2026

O capítulo 21 é um dos textos mais sombrios da história dos reis de Judá. Depois do reinado piedoso de Ezequias, seu filho Manassés assume o trono. O contraste é chocante. Onde houve reforma, agora há perversão; onde houve arrependimento, agora há rebelião deliberada.

Manassés não apenas tolera o pecado, ele o institucionaliza. Reconstrói os altares idólatras que seu pai havia destruído, levanta imagens a Baal, presta culto aos astros e chega ao extremo de sacrificar o próprio filho. O texto faz questão de mostrar que isso não é ignorância, mas afronta consciente. Ele faz exatamente o que o Senhor havia proibido, dentro do próprio templo.

Além da idolatria, Manassés promove injustiça e violência. O texto afirma que ele derramou tanto sangue inocente em Jerusalém que a cidade ficou cheia dele, de um extremo a outro. A liderança espiritual do povo conduz a nação para o abismo moral. O pecado do rei se torna o pecado do povo.

Deus, então, fala por meio dos profetas. A sentença é clara: Jerusalém será julgada de forma tão severa que quem ouvir ficará horrorizado. O Senhor declara que limpará Jerusalém como se limpa um prato, virando-o de cabeça para baixo. É uma imagem forte, intencionalmente desconfortável, para mostrar que o juízo é inevitável.

O capítulo termina com a morte de Manassés e o breve reinado de seu filho Amom, que segue exatamente os mesmos caminhos do pai. Não há arrependimento, não há retorno. O texto fecha com uma sensação de peso e silêncio espiritual, preparando o leitor para entender por que o exílio se tornará inevitável.

2 Reis 21 deixa claro que a herança espiritual não é automática. Um pai piedoso não garante um filho fiel, e uma geração pode destruir em pouco tempo aquilo que outra construiu com lágrimas e obediência.

Este capítulo nos confronta com a gravidade do pecado quando ele é normalizado. O problema não é apenas errar, mas ensinar outros a errar. Quando a liderança abandona a verdade, o povo sofre. Deus é longânimo, mas não indiferente. O juízo descrito aqui não é impulsivo, mas resultado de uma rebelião persistente contra a luz recebida. A fidelidade ao Senhor precisa ser pessoal, contínua e vigilante, especialmente em tempos de prosperidade e estabilidade.

Oração

Senhor Deus, guarda o nosso coração para que não desprezemos a Tua verdade. Livra-nos de uma fé apenas herdada e concede-nos arrependimento genuíno e obediência perseverante. Que não sejamos instrumentos de tropeço, mas sinais vivos da Tua graça no meio de uma geração corrompida. Em nome de Jesus. Amém.

Pr Marcello Amorim

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