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Devocional 2 Reis 25 – 29/01/2026
O capítulo 25 de 2 Reis narra o desfecho trágico da história do reino de Judá. Jerusalém é sitiada, tomada e completamente destruída pelos babilônios. O templo do Senhor, o palácio real e as casas da cidade são queimados. Os muros são derrubados. O texto não descreve apenas uma derrota militar, mas o colapso visível de tudo aquilo que simbolizava a identidade nacional e religiosa do povo. A cidade escolhida, o templo santo e o trono davídico parecem chegar ao fim.
Zedequias tenta fugir, mas é capturado. Seus filhos são mortos diante de seus olhos, e logo depois ele é cegado e levado cativo para a Babilônia. Essa cena carrega um peso teológico profundo: o último rei de Judá vê o fim de sua linhagem e, em seguida, perde a visão. É uma imagem concreta da cegueira espiritual que marcou a liderança de Judá por gerações. O povo remanescente é deportado, e apenas alguns pobres da terra permanecem para lavrar o solo.
Ainda assim, o capítulo termina com um sinal discreto, porém poderoso, de esperança. Joaquim, rei de Judá, preso por décadas, é libertado e tratado com dignidade na Babilônia. Ele se assenta à mesa do rei e recebe provisão constante. Esse detalhe final não é acidental. Mesmo no exílio, Deus preserva a linhagem davídica. O trono parece derrubado, mas a promessa permanece viva. A história não termina em ruínas, mas em expectativa.
2 Reis 25 encerra a narrativa dos reis mostrando que o juízo de Deus é real, histórico e devastador. Ao mesmo tempo, o texto afirma que a fidelidade do Senhor às suas promessas não é anulada pelo pecado humano. O exílio não destrói a aliança; ele prepara o terreno para uma redenção mais profunda e duradoura.
Este capítulo nos ensina que Deus leva sua santidade a sério e que nenhuma estrutura religiosa, tradição ou posição histórica substitui a obediência. Ao mesmo tempo, aprendemos que Deus nunca abandona seus propósitos. Mesmo quando tudo parece perdido, o Senhor continua escrevendo a história da redenção de forma silenciosa, firme e fiel.
Oração
Senhor, reconhecemos que Tu és justo em teus juízos e fiel em tuas promessas. Guarda-nos da presunção espiritual e da falsa segurança religiosa. Ensina-nos a confiar em Ti mesmo quando tudo ao redor parece ruir. Sustenta-nos com a esperança de que Tu cumpres tua palavra até o fim e conduzes teu povo segundo tua graça soberana. Amém.
Pr Marcello Amorim