Devocional em 2 Reis 12

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Paz Igreja, bom dia

Devocional 2 Reis 12 – 22/12/2025

2 Reis 12 apresenta um retrato honesto de um reinado que começa bem, mas revela fragilidades profundas. Joás reina em Judá e, enquanto o sacerdote Joiada está vivo, o texto afirma que ele faz o que é reto aos olhos do Senhor. Isso já acende um alerta: a fidelidade espiritual do rei parece estar fortemente vinculada à presença de um líder piedoso ao seu lado.

O foco do capítulo é a restauração do templo do Senhor. Depois de anos de negligência e profanação, Joás reconhece a necessidade de cuidar da Casa de Deus. O templo não era apenas um prédio, mas o símbolo visível da presença, da aliança e da centralidade do Senhor no meio do povo. Restaurá-lo era, ao mesmo tempo, um ato espiritual e uma declaração pública de prioridades.

O processo, porém, não é simples. Os sacerdotes demoram a agir, os recursos não chegam como esperado e o projeto emperra. Joás então reorganiza o sistema, estabelece caixas de coleta e cria um modelo de administração marcado por transparência e confiança. O texto faz questão de registrar que não havia necessidade de prestação minuciosa de contas, porque os responsáveis agiam com fidelidade. A restauração do templo acontece quando há responsabilidade espiritual e integridade prática.

O capítulo termina com uma nota amarga. Hazael, rei da Síria, ameaça Jerusalém, e Joás, em vez de buscar o Senhor, entrega os tesouros do templo para comprar paz. Aquilo que havia sido restaurado com tanto zelo agora é usado como moeda de negociação. O texto não faz discurso, mas o contraste é claro: reformar estruturas externas não garante um coração firme diante de Deus.

2 Reis 12 nos mostra que começar bem não é o mesmo que terminar bem. O zelo inicial de Joás pelo templo é real, mas insuficiente para sustentar sua fé quando surgem ameaças. A verdadeira fidelidade precisa ser mais profunda do que boas obras e mais sólida do que influência espiritual emprestada.

Este capítulo confronta a tendência de depender de líderes piedosos em vez de cultivar uma devoção pessoal ao Senhor. Deus usa instrumentos humanos, mas não deseja corações terceirizados. Quando a fé se apoia apenas em estruturas, pessoas ou momentos de reforma, ela se torna vulnerável à pressão, ao medo e às soluções fáceis. A maturidade espiritual se revela quando, diante do perigo, o coração corre para Deus, e não para atalhos.

Oração

Senhor, guarda-nos de uma fé superficial, sustentada apenas por bons começos ou pela influência de outros. Ensina-nos a amar a Tua presença mais do que as Tuas bênçãos e a confiar em Ti mais do que em estratégias humanas. Que nossa devoção seja constante, humilde e firme, mesmo quando surgem ameaças e desafios. Em nome de Jesus. Amém.

Pr. Marcello Amorim

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