Paz Igreja, bom dia
Devocional 2 Reis 15 – 30/12/2025
2 Reis 15 descreve um período de profunda instabilidade espiritual e política, especialmente no reino do Norte. O capítulo alterna rapidamente entre reis, conspirações e assassinatos, mostrando como uma nação pode sobreviver por algum tempo sem arrependimento, mas jamais sem consequências.
O texto começa com Azarias (Uzias), rei de Judá. Ele faz o que é reto aos olhos do Senhor, mas novamente surge a frase preocupante: os altos não foram removidos. Apesar de um reinado longo e próspero, Uzias é atingido pela lepra e termina seus dias isolado. Em 2 Crônicas 26, fica claro que a raiz do problema foi o orgulho. A prosperidade alimentou a autossuficiência, e o rei ultrapassou os limites que Deus havia estabelecido. O sucesso externo não impediu o juízo disciplinador.
Em Israel, a situação é ainda mais grave. O capítulo apresenta uma sequência quase caótica de reis: Zacarias, Salum, Menaém, Pecaías e Peca. A maioria governa por poucos meses ou anos, quase sempre chegando ao poder por meio de assassinato. O trono se transforma em prêmio de violência, não em instrumento de serviço.
Menaém merece destaque. Ele mantém o poder pela brutalidade e compra proteção da Assíria com dinheiro extorquido do próprio povo. Israel começa a se submeter politicamente ao império que, mais tarde, será o instrumento do juízo final de Deus. Aqui vemos um princípio claro: quando um povo abandona o Senhor, passa a buscar segurança onde nunca encontrará verdadeira paz.
O capítulo termina com Peca, cujo reinado coincide com o avanço assírio e a perda de territórios. O juízo de Deus começa a se manifestar de forma histórica e concreta. Não é um evento repentino, mas um processo. Anos de idolatria produzem um colapso que agora se torna visível.
2 Reis 15 mostra que a ausência de arrependimento gera instabilidade contínua. Onde Deus não governa o coração, nenhum governo permanece firme. A disciplina do Senhor pode ser lenta, mas é certa.
Este capítulo nos lembra que prosperidade sem vigilância produz orgulho, e liderança sem temor do Senhor degenera em caos. Deus continua soberano, mesmo quando reis caem rapidamente e alianças humanas falham. A história não está fora de controle; ela está avançando conforme o juízo e a misericórdia de Deus se revelam no tempo certo.
Oração
Senhor, livra-nos da falsa segurança construída sobre sucesso, poder ou estabilidade aparente. Ensina-nos a andar em temor constante diante de Ti, com um coração humilde e arrependido. Sustenta-nos pela Tua graça e governa nossas decisões, para que não sejamos levados pela soberba nem pela autossuficiência. Em nome de Jesus. Amém.
Pr. Marcello Amorim